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"Hoje, Praça Barão de Guajará, onde está o iminente prédio da loja Paris n' América."

Após longa polêmica, tudo faz crer que a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia do Pará,foi fundada aos dias 24 de fevereiro de 1650. O fundador é desconhecido. A princípio, a igreja e o albergue eram de taipa e pilão e se localizavam na antiga rua Santo Antônio dos Capuchos com o Largo da Misericórdia, hoje, Praça Barão de Guajará, onde está o iminente prédio da loja Paris n' América.

D. Afonso VI, rei de Portugal, conferiu, em 12 de julho de 1667, à Irmandade da Misericórdia paraense, o diploma concedendo as mesmas isenções, graças e privilégios de que gozava a Irmandade da S C da Misericórdia de Lisboa.

Após sérios desentendimentos políticos entre o Bispo do Pará D. Manoel d' Almeida Carvalho e as autoridades civis da província e, especialmente, com o Juiz de Resíduos e Capelas, José Marques da Costa, a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia toma posse de todos os bens da Confraria da Caridade, instituída pelo grande benemérito D. Frei Caetano Brandão, 6° Bispo do Pará, inclusive o Hospital "Senhor Bom Jesus dos Pobres", inaugurado em julho de 1787, pelo referido Bispo, no antigo Largo da Sé. Isso aconteceu aos dias 18 de abril de 1807 (A. Vianna, 1902).

O Hospital "Senhor Bom Jesus dos Pobres", se pode considerar o 1° nosocômio de alvenaria do Pará, e atendeu a população carente durante as epidemias de cholera-morbus, varíola e febre-amarela, durante o século XIX. Merecem destaque os ilustres e abnegados médicos e provedores da época - Francisco da Silva Castro, Frutuoso Pereira Guimarães, Américo Santa Rosa, Antônio Lacerda Chermont (Visconde de Arary), Ferreira Cantão, Correia de Freitas, e outros -. O referido hospital, de grande utilidade pública, funcionou de 1787 a 1900. Portanto, 113 anos.

Durante o primeiro governo republicano de Justo Chermont, conforme o Decreto estadual n° 291, de 20 de novembro de 1890, houve, pode-se dizer, a 1° intervenção do Estado junto à Irmandade da Santa Casa, com ampla reforma dos estatutos regimentais, passando a se chamar - Associação Civil de Caridade Santa Casa de Misericórdia do Pará -. Motivos político-religiosos diminuíram a influência da Igreja Católica e aumentaram a do estado.

Há quase cem anos, aos dias 15 de agosto de 1900, em memorável e histórico ato solene presidido pelo Governador José Paes de Carvalho, presentes o Intendente Sen. Antônio José Lemos, o Bispo Diocesano D. Castilho Brandão, membros do Conselho Administrativo, outras autoridades e mordomos, foi inaugurado o belo e novo Hospital de Caridade, à rua Oliveira Belo, bairro do Umarizal, nesta cidade. Orador oficial do evento, o ilustre médico, Germiniano de Lyra Castro.

O projeto do atual e quase centenário Hospital de Caridade, foi o Eng° Odorico Nina Ribeiro.

Durante a 1ª década do atual século, substituindo Pedro Leite Chermont, assumiu o histórico e benemérito Provedor Sen. Antônio José de Lemos. Sem dúvida foi uma provedoria profícua.

Sem desmerecer outras provedorias, é digna de citação a de Antônio de Almeida Faciola, dos anos 20. Desperta a atenção do leitor o seu Relatório de 1927, apresentado à Assembléia Geral da Associação, em janeiro de 1928. A Misericórdia paraense vivia um período esplêndido.

Durante o biênio 1943-44, após crise administrativa, assume a 1ª Junta Governativa da SCMP, constituída pelos membros Eduardo de Azevedo Ribeiro, Raimundo Ferro e Silva e Jovelino Cunha Coimbra.

Durante a década dos anos 80, após intervenção pelo Tribunal Regional do Trabalho, é constituída uma Junta Governativa, presidida pelo médico Rubens Guilhon Coutinho.

Em janeiro de 1990, com apoio do Governo do Estado, a instituição passa ao regime jurídico de Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará, sendo nomeado Presidente, Clodoaldo Ribeiro Beckman.

Além dos dois hospitais de caridade, a Santa Casa de Misericórdia do Pará, dirigiu também o antigo Lazareto do Tocunduba, o Hospital Domingos Freire, Serviços de Loterias e Funerário.

Em junho de 1987, foi fundado o Museu/Arquivo Histórico da Santa Casa, objetivando preservar, pesquisar e divulgar o valioso patrimônio científico e histórico-cultural, inserido também na história do Pará. Em 2013, foi inaugurada a Unidade Materno Infantil “Dr. Almir Gabriel”, dotada de uma moderna estrutura.

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